quarta-feira, 27 de abril de 2011

Lesão meniscal


Lesão meniscal
As lesões meniscais são a principal causa de indicação de videoartroscopia do joelho. O menisco medial é mais frequentemente lesionado do que o menisco lateral porque o menisco medial é firmemente aderido em toda a periferia da cápsula articular do joelho, ao invéz disto o menisco lateral é mais móvel, menos aderido.
As lesões dos meniscos são raras na infância, podem ocorrer na fase final da adolescência, e são mais frequêntes na terceira e quarta década de vida. Após os cinquenta anos, as lesões dos meniscos são geralmente são resultado de artrose da articulação.
Sintomas
Os sintomas de uma lesão do menisco são dor ao movimento rotacional, sensação de bloqueio na articulação,  inchaço. No exame médico apresenta dor na palpação da linha da articulação e sensibilidade quando é realizada a flexão com rotação do joelho.
Tratamento e prognóstico
Lesões pequenas, estáveis e assintomáticas não necessitam de tratamento cirúrgico. As lesões que causam sintomas persistentes podem ser tratadas por artroscopia. O objetivo no tratamento cirúrgico é ressecar a porção lesionada ou realizar a sutura quando possível.
Nas lesões da região dos dois terços mais centrais dos meniscos ( região sem vascularização) necessitam de ressecção. Após o procedimento o retorno  completo as atividades  deve ocorrer em 6 semanas.
Já as lesões periféricas podem cicatrizar espontaneamente ou através de sutura.
Lesão meniscal

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Tendinite/Tenossinovite

Tendinite é a inflamação dos tendões causada por fatores mecânicos ou químicos. O primeiro caso decorre de sobrecarga, esforços prolongados e repetitivos, já o segundo ocorre por desidratação,alimentação incorreta e presença de toxinas no organismo. Tendões são fibras de tecidos de conexão resistentes que ligam o músculo ao osso. 

A inflamação se manifesta primeiramente com dores, associada muitas vezes à incapacidade de realizar alguns movimentos, como subir ou descer escadas, caminhar, dobrar os joelhos, entre outros. A tendinite pode ser manifesta em alguns momentos de trabalho realizados de forma rápida, sem ter feito um aquecimento necessário. A doença pode ser confundida com artrite reumatóide, lesão por movimentos repetitivos. 
O tratamento consiste no uso de intiinflamatórios. O repouso e a fisioterapia são essenciais. Recomenda-se aplicar bolsas de gelo. Caso a pessoa não trate a doença de forma adequada poderá sofrer uma ruptura do tendão. 
Algumas medidas de prevenção incluem a realização de pausas freqüentes no trabalho e a variação de movimentos realizados.



A Tenossinovite é a inflamação do tendão de um músculo e da bainha sinovial que o envolve. Esta inflamação pode ter uma evolução aguda ou crónica, assumir uma forma serosa ou purulenta e ser específica ou inespecífica.
A tenossinovite aguda é provocada por germes piogénicos que atingem a bainha tendinosa por contiguidade (feridas infectadas, furúnculos, osteomielites), ou por via sanguínea, na sequência de um processo infeccioso geral.
Habitualmente são atingidos os tendões das mãos e dos pés, em virtude do seu trajecto superficial; o processo infeccioso provoca dores vivas espontâneas, que se exacerbam com o movimento, acompanhadas de tumefacção evidente com trajecto longitudinal, impotência funcional tendinosa e, eventualmente, crepitação característica ao longo do tendão durante os movimentos.
Nas formas agudas mais graves, o espaço entre o tendão e a sua bainha é ocupado pelo pus que se vai acumulando e o próprio tendão entre rapidamente em necrose.
Um tenossinovite mal tratada pode evoluir para a forma crónica, embora seja mais frequente a ocorrência de uma tenossinovite crónica desde o início, secundária a um processo poliartrítico da articulação vizinha, ou a outras causas mal determinadas.
As formas específicas de tenossinovite podem etiologia tuberculosa ou sifilítica. Conforme a evolução, recorrer-se-à ao tratamento com base de antibióticos e imobilização do tendão atingido, ou para uma incisão precoce da bainha tendinosa, de modo a permitir a drenagem do pus aí colectado, sempre sob cobertura antibiótica, ou a outra terapêutica específica.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

BURSITE

A bursa é uma pequena bolsa com as laterais sobrepostas e com uma pequena quantidade de líquido no seu interior,afim de facilitar a movimentação de músculos e tendões sobre as preeminências ósseas
Localização
A Bursa está localizada sobre ligamentos e tendões ao redor das articulações. Temos Bursa nos Ombros, Cotovelos, quadril, Joelho, tornozelo, etc. Somente para citar os  locais mais acometidos.

Função
R. A bursa tem por finalidade diminuir o atrito entre as partes móveis do organismo. Imagine uma tecido de cetim, a bursa é semelhante, muito escorregadia.
A diferença é que entre os folhetos da bursa existe uma lamina muito fina de líquido que tem a função justamente de diminuir o atrito entre as camadas da bursa.

Causa da Bursite
Traumatismos locais (agudos ou crônicos) ou micro traumas de repetições podem levar a uma inflamação nessa região e a bursa responde a esse trauma produzindo mais liquido. Quando a bursa fica cheia de liquido ela doi e dizemos que o paciente está com BURSITE.

Bursite Crônica
O bursite de longa data é chamada de bursite crônica. A diferença entre a bursite crônica e a bursite aguda é que na bursite aguda encontramos normalmente uma maior quantidade de liquido dentro da bursa. Na bursite crónica além de liquido (pequena quantidade) observamos um espessamento nas paredes da bursa. Na bursite crônica a paredes da bursa perdem parte da sua capacidade de diminuir o atrito entre as partes móveis do organismo e pode surgir a crepitação.


Sintomas
Os sintomas mais comuns da bursite são:
* Dor;
* Edema (inchaço);
* Inflamação;
* Restrição de movimento



terça-feira, 5 de abril de 2011

Crioterapia

crioterapia, ou terapia do gelo, ou ainda a utilização do gelo nas lesões é bastante adotada nas afecções traumáticas, principalmente nas lesões músculo-esquelético. Ela pode ser chamada de uma modalidade terapêutica, já que é muito utilizada nas reabilitações e na MEDICINA ESPORTIVA.

“terapia com gelo” tem como objetivo reduzir a dor, o espasmo muscular, o fluxo sanguíneo local e regional, diminuir o metabolismo, causar uma hipóxia secundária, diminuir o processo inflamatório, e reduzir edemas, dentre outros. O emprego do gelo nas lesões é muito antigo. Dizem que, antes de Cristo, o gelo já era utilizado para “analgesia”.

Mas o que significa crioterapia?

Literalmente significa "terapia com frio", isto é, aplicação terapêutica de qualquer substância no corpo, que remova o calor corporal, diminuindo a temperatura dos tecidos. Sendo assim, todas as técnicas que fazem uso do gelo, tais como: massagem com gelo, crioalongamento, colocação de gelo nas lesões traumáticas e atraumáticas, são chamadas de crioterapia.
Se o gelo for utilizado de forma incorreta, sem o devido conhecimento de seus fenômenos neurofisiológicos, musculares e vasculares, poderá ter conseqüências indesejáveis no tratamento.
Sabe-se, que para a modulação da intensidade da corrente elétrica, no caso da eletroterapia, ou da intensidade do calor, na termoterapia, temos que ter a sensibilidade cutânea preservada, para que haja um "feedback" sobre o estímulo que está sendo recebido, ou seja, se o que o atleta está sentindo é "forte, fraco ou suportável".
Segundo G. A. CARVALHO, num trabalho publicado na Revista Brasileira da Ciência e Movimento:
As formas de aplicação da crioterapia mais utilizadas em sua prática diária com atletas profissionais ou amadores, ou mesmo com os chamados "atletas de fim de semana" são: aplicação direta de bolsa de gelo ou gel, massagem com gelo, imersão em água gelada, compressão associada ao gelo e aerosol refrescante.
Atualmente, na busca do retorno do atleta à atividade, em menor prazo de tempo possível e em perfeitas condições físicas, adotou-se o uso de terapias combinadas para o tratamento das lesões agudas e crônicas. Essas terapias têm como objetivos potencializar os resultados dos estímulos físicos sobre os tecidos ao mesmo tempo em que associam diferentes recursos fisioterapêuticos: crioterapia, termoterapia e a eletroterapia.

           QUANDO UTILIZO CALOR OU FRIO?


Esta é outra dúvida. Sou muito questionado na prática clínica diária com essas perguntas:
  • Posso utilizar calor assim que ocorre uma lesão?
  • Posso utilizar calor e depois bolsa fria quando torço o tornozelo?
  • Quando recebo uma pancada jogando futebol posso colocar bolsa de água quente?
  • Quando acabo meu treino de corrida, tenho algumas dores musculares. Posso usar gelo ou bolsa de água quente?
Essas questões são extremamente constantes no meu dia-a-dia profissional e as respostas às mesmas são de fundamental importância para o êxito no tratamento.
A aplicação do calor, ou do frio, é um recurso valioso na prática da fisioterapia. As terapias usando o calor(termoterapia) e usando o frio (crioterapia) não levam à cura de nenhuma enfermidade, porém são instrumentos importantes que auxiliam no tratamento de várias patologias ortopédicas e neurológicas. São recursos sintomáticos que, quando aplicados adequadamente, reduzem o espasmo muscular e a sintomatologia dolorosa, preparando a região afetada para a aplicação das técnicas terapêuticas.

UTILIZAÇÃO DO CALOR:
  Alivia a dor;
  Aumenta a flexibilidade dos tecidos músculo-tendíneos;
  Diminui a rigidez das articulações;
  Melhora o espasmo muscular;
  Melhora a circulação.

A aplicação do calor promove alteração das propriedades físicas dos tecidos, que compõem os tendões, cápsulas articulares e cicatrizes, melhorando suas respostas ao alongamento.

Contraindicação: Não aquecer regiões do corpo que estiverem anestesiadas, edemaciadas, inflamadas, feridas com sangramento, em áreas onde haja tumores, sobre os testículos, sobre o abdômen de gestantes ou em áreas do corpo de pessoas em estado de inconsciencia.
UTILIZAÇÃO DO GELO: CRIOTERAPIA
  Diminui o espasmo muscular;
  Alivia a dor;
  Nos traumatismos (entorses, contusões, distensões musculares, etc.), previne o edema e diminui as reações inflamatórias;
  A quantidade de aplicação depende da lesão e do grau da mesma.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O AVC resulta da restrição de irrigação sanguínea ao cérebro, causando lesão celular e danos nas funções neurológicas.

As causas mais comuns são os trombos, o embolismo e a hemorragia.

Apresenta-se como a 2ª causa de morte no mundo. O AVC é a principal causa de incapacidade neurológica dependente de cuidados de reabilitação e a sua incidência está relacionada com a idade.

Irão ser focados aspectos relativos da patologia, tais como, epidemiologia, causas de AVC, factores de risco, fisiopatologia, tipos de AVC, manifestações clínicas, complicações…


Definição
A definição de Acidente Vascular Cerebral (AVC) do Dicionário Médico é uma manifestação, muitas vezes súbita, de insuficiência vascular do cérebro de origem arterial: espasmo, isquemia, hemorragia, trombose (Manuila, Lewalle e Nicoulin, 2003).

Acidente Vascular Cerebral é um derrame resultante da falta ou restrição de irrigação sanguínea ao cérebro, que pode provocar lesão celular e alterações nas funções neurológicas. As manifestações clínicas subjacentes a esta condição incluem alterações das funções motora, sensitiva, mental, perceptiva, da linguagem, embora o quadro neurológico destas alterações possa variar muito em função do local e extensão exacta da lesão (Sullivan, 1993).
Epidemiologia
O AVC é uma ameaça à qualidade de vida na velhice não só pela sua elevada incidência e mortalidade, mas também pela alta morbilidade que causa, implantando-se frequentemente em pessoas já com problemas físicos e/ou mentais (Resck, Botelho, Herculano, Namorato, Freire, 2004; William Pryse-Phillips, 1995). Também afecta na sua maioria aos idosos, mas existe uma percentagem de 20% dos AVC’s que ocorre em indivíduos abaixo dos 65 anos. É uma patologia que atinge mais a raça negra, especialmente a faixa etária mais jovem (Sullivan, 1993).

quinta-feira, 31 de março de 2011

Esporão de Calcâneo

Os esporões do calcanhar (ou do calcâneo) são excrescências ósseas no calcanhar que podem ser consequência de uma tensão excessiva do osso do calcanhar por parte dos tendões ou da fascia (o tecido conjuntivo que adere ao osso).
A dor na parte inferior do calcanhar pode ser causada por um esporão. O pé plano e as perturbações em que a contractura do tendão do calcanhar é permanente como a pronação excessiva, podem esticar excessivamente a fascia, aumentando o risco do crescimento de esporões.
Os esporões do calcanhar são quase sempre dolorosos enquanto se desenvolvem, especialmente quando a pessoa está a andar. Por vezes, desenvolve-se uma pequena acumulação de líquido (bolsa) por baixo do esporão, a qual se inflama. Esta afeção, chamada bursite calcânea inferior, costuma fazer com que a dor se torne pulsátil, e também pode aparecer sem que exista esporão. Por vezes o pé adapta-se ao esporão de tal modo que a dor diminui à medida que o esporão cresce. Por outro lado, um esporão indolor pode transformar-se em doloroso em consequência de uma pequena lesão na zona, como pode acontecer durante o exercício.
Habitualmente, os esporões costumam ser diagnosticados durante um exame físico. A pressão sobre o centro do calcanhar causa dor se o esporão estiver presente. Podem-se fazer radiografias para confirmar o diagnóstico, mas estas podem não detectar os esporões em formação.
O tratamento tem como objetivo aliviar a dor. Uma mistura de corticosteróides com um anestésico local pode ser injetada dentro da zona dorida do calcanhar. Envolver o arco com almofadas e usar elementos ortopédicos (palmilhas para o calçado) que ajudem a estabilizar o calcanhar, podem minimizar o estiramento da fascia e reduzir a dor. A maior parte dos esporões dolorosos resolvem-se sem intervenções cirúrgicas. Só se deve realizar uma intervenção cirúrgica para extrair o esporão quando a dor constante dificultar a marcha. Contudo, os resultados não são previsíveis e, por vezes, a dor persiste depois da operação.


quarta-feira, 23 de março de 2011

O que é Osteoporose?

Osteoporose é a doença que afeta os ossos de uma maneira geral, causando perda da massa óssea, ou seja, leva a um desgaste dos ossos e redução da quantidade de cálcio no interior dos mesmo. Esta é uma doença que afeta mais comumente as mulheres após a menopausa, mas pode ocorre associada a outras doenças numa idade mais precoce ou mesmo em homens. O correto diagnóstico deve ser valorizado, pois a osteoporose pode levar a um número grande de problemas, sendo o mais comum as fraturas em qualquer parte do corpo, causando até morte em decorrência das fraturas, especialmente em idosos. Portanto, devemos regularmente procurar um médico especialista que faça um bom exame clínico e solicite uma Densitometria Óssea. Se o resultado for compatível com osteopenia (pré osteoporose) ou osteoporose, dever ser realizado um tratamento medicamento específico que aumenta a absorção do cálcio e sua deposição nos ossos. O acompanhamento da osteoporose deve ser realizado com a Densitometria Óssea, sempre que o seu médico achar necessário.


Nosso esqueleto está sempre sendo remodelado pela perda de 300 a 700 mg de cálcio por dia. Repor esse cálcio através da alimentação ou de suplementos é fácil, fazer os ossos assimilarem é que são elas. A assimilação depende de vários fatores, entre eles sol, vitamina D, exercícios, fósforo, magnésio e estrogênio. Por isso a situação da mulher cuja massa óssea já não é muito densa pode se tornar problemática após a menopausa, já que haverá muito menos estrogênio em circulação. Mas atribuir a osteoporose exclusivamente à falta de estrogênio é muito simplismo. Estudo recente envolvendo uma série de amostras de densidade óssea de mulheres de 20 a 88 anos mostrou que 50% da massa óssea são perdidos antes da menopausa.



E por que se perde cálcio?


Por miríades de razões da vidinha cotidiana: ansiedade, depressão, stress, falta de exercício, diarréia, disfunção na tireóide, excessos de proteína, gordura, sal, açúcar, fibras suplementares e ácido oxálico na comida, deficiência de ácido hidroclorídrico, ingestão habitual de álcool e cafeína, uso de antiácidos, tetraciclina, heparina, laxativos, diuréticos, anticonvulsivantes, aspirina e cortisona. O consumo de refrigerantes, carnes conservadas, queijos fortes, molhos industrializados, pães e massas de farinha branca também atrapalha, já que nos faz absorver muito fósforo, mineral que inibe a absorção do cálcio se estiver em maior proporção. A lactose (açúcar lácteo) tem um papel decisivo na assimilação do cálcio do leite. Pessoas alérgicas ou cujo organismo não digere a lactose aproveitarão pouco cálcio, ainda que seu consumo de leite e laticínios seja grande.
Na osteoporose, tudo depende de duas coisas: a densidade óssea inicial e a velocidade com que se vai perdendo o cálcio. Ambas podem ser modificadas pelo estilo de vida. Na verdade, uma mulher com alto risco de osteoporose faria bem em adotar uma alimentação mais vegetariana: perderia muito menos cálcio. É o caso das mulheres orientais, cuja taxa de osteoporose é baixíssima apesar do pequeno consumo de cálcio. Mas quando passam a comer uma dieta americanizada, muito rica em proteína, sua eliminação de cálcio pela urina aumenta, porque o organismo gasta muito cálcio para processar a proteína. E isso não tem nada a ver com redução de estrogênio.






Como prevenir o aparecimento da Osteoporose
  • Se estiver na menopausa, procure seu médico para saber se há indicação de reposição hormonal segura
  • Se tiver mais de 65 anos, fazer uma Densitometria Óssea após indicação clínica e se já tiver Osteoporose, tratá-la corretamente para evitar fraturas, que em geral ocorrem na coluna (vértebras), punhos, bacia (fêmur) e costelas
  • Após imobilização prolongada, procure evitar grandes esforços com o osso fraturado, procurando sempre fazer um aumento gradativo da carga neste osso
  • Não ingerir alcóol em grandes quantidades
  • Tomar café moderadamente
  • Ingerir alimentos riscos em cálcio, como por exemplo o leite
  • Evitar uso prolongado de corticóides
  • Manter controlada e estabilizada as doenças endócrinas e reumáticas
  • Procurar seu médico regularmente que fará o acompanhamento clínico e quando necessário com Densitometria Óssea.
Fatores de Risco para Osteoporose
  • Diminuição dos hormônios femininos (mulheres após menopausa)
  • Idade avançada (mais de 65 anos)
  • Imobilização prolongada (fraturas exposta ou complexa)
  • Alcoolismo
  • História familiar positiva para Osteoporose
  • Ingestão de café em grande quantidade
  • Alimentação pobre em cálcio
  • Uso prolongado de corticóides
  • Algumas doenças Endócrinas ou Reumática

quarta-feira, 16 de março de 2011

Verdades sobre a Fibromialgia

A fibromialgia é um dos maiores mistérios da medicina. É uma doença que se caracteriza por dores músculo-esqueléticas crônicas que podem acometer das pernas à cabeça. O paciente com fibromialgia tem múltiplas dores pelo corpo e se sente exaurido o tempo todo, porém, apresenta ótimo aspecto, o exame físico não apresenta nenhuma anormalidade óbvia, e as análises e exames complementares são normais.
Exatamente pela falta de achados objetivos, ela já foi considerada uma doença de natureza psicossomática (psicológica e não orgânica). Seu reconhecimento como "doença real" só foi obtido em 1987.

Apesar das frequentes dores nos músculos, tendões e articulações, essas estruturas não apresentam nenhum sinal de alteração. As atuais teorias sugerem um problema nas áreas cerebrais responsáveis pela percepção da dor. O cérebro dos pacientes com fibromialgia são excessivamente sensíveis aos estímulos dolorosos que chegam a si.

A fibromialgia é 6x mais comum em mulheres e a sua prevalência aumenta conforme a idade. Cerca de 2% da população jovem e 8% da população idosa são portadores desta doença. A maior parte dos casos de fibromialgia inicia-se entre os 30 e 55 anos.

Em 50% dos casos os sintomas iniciam-se após um evento pontual, tal como um estresse físico ou psicológico. Nos outros 50% não se consegue detectar nenhum gatilho para o surgimento dos sintomas. Pessoas com história familiar positiva apresentam 8x mais chance de ter fibromialgia que o resto da população, o que sugere fortemente uma causa genética.



Sintomas da fibromialgia


O quadro clínico é de dor difusa, que pode envolver músculos, ligamentos e tendões. Muitas vezes o doente refere sensação de articulações inchadas, o que na verdade é realmente apenas uma sensação, já que o edema não é comprovado ao exame físico.

Quando questionados aonde dói, muito respondem: dói tudo. São dores constantes e que pioram ao toque. O paciente com fibromialgia tem um limiar para dor mais baixo, ou seja, estímulos dolorosos de intensidade igual são muito mais sentidos por quem tem a doença.

Um dos critérios para diagnóstico é a dor a palpação em pelo 11 dos 18 pontos sensíveis ilustrados abaixo.

Pontos dolorosos da fibromialgia
Fibromialgia - pontos dolorosos


Dor de cabeça tipo enxaqueca ou cefaléia tensional também são comuns de ocorrer.

Outro sintoma típico é a fadiga crônica. É uma completa falta de energia com sensação de pernas e braços pesados e dificuldade de concentração, às vezes denominada pelos pacientes como "cérebro cansado". É muito comum a associação da fibromialgia com a síndrome da fadiga crônica


Tratamento da fibromialgia 
O tratamento idealmente é feito com uma equipe multidisciplinar, com um reumatologista, um fisioterapeuta ,um Ed.físico um psicólogo ou psiquiatra. Entender o que é a doença, acabando com pensamentos negativos do tipo, vou morrer, tenho câncer, ou isso é uma infecção sem cura, ajuda muito a combater os sintomas.


É importante saber que, se por um lado a fibromialgia não é uma doença que acarrete risco de morte ou cause deformidades, por outro os sintomas podem ser incapacitantes, determinado uma péssima qualidade de vida ao paciente


Exercícios físicos aeróbicos e musculação melhoram a qualidade de vida e diminuem a intensidade das dores.
Também é importante evitar álcool, cigarros e cafeína.


A longo prazo, a imensa maioria dos pacientes com fibromialgia melhora dos seus sintomas e consegue manter uma vida ativa e com qualidade











terça-feira, 15 de março de 2011

Condromalácia Patelar


Também conhecida como Síndrome patelofemoral ou dor na parte anterior da patela

Definição
É o amaciamento e degeneração da cartilagem de hialina que se encontra por baixo da patela. Essa cartilagem é muito pouco vascularizada e sua recuperação fica prejudicada.
Causas, incidência e fatores de risco
Acredita-se que a causa da condromalacia patelar que se apresenta nos adolescentes ou nos adultos jovens, com maior freqüência entre as mulheres, está relacionada com o uso excessivo, trauma e/ou esforço anormais do joelho. Um grande número dos adolescentes afetado apresenta um alinhamento anormal do joelho.
A condromalacia patelar também pode refletir artrite da patela que geralmente se observa em indivíduos de idade avançada.
Os pacientes que previamente sofreram luxação, fratura ou outro trauma na patela tem maior probabilidade de ter esse problema.
O uso excessivo de salto alto também pode ajudar na deterioração da cartilagem da patela.
Encurtamento do quadríceps femoral pode causar uma maior tensão na patela e mesmo com um alinhamento normal pode haver uma degeneração da cartilagem, um simples alongamento pode ajudar nesses casos.



Alterações do ângulo Q
O aumento do ângulo Q do joelho, que é formado pelo tendão do quadríceps da coxa e o ligamento patelar, leva a um desvio lateral da patela devido a resultante formada pêlos vetores de força vindos da espinha ilíaca ântero-superior e do terço superior da tíbia. Se eu tiver uma diminuição desse ângulo terei um desvio medial da patela, também como resultado da resultante dos dois vetores já citados aumentando a compressão patelo-femoral.
Os valores considerados como normais, do ângulo Q são de aproximadamente 12° para os homens e de 15° para as mulheres. Essa diferença de valores se dá pela estrutura da bacia feminina. Ângulos superiores a 20° têm uma incidência mais alta de anormalidades da articulação patelo-femoral, tais como a condromalácia patelar que vem a ser uma conseqüência da instabilidade.
A luxação da patela é uma potencial causa de hemartrose e deve ser considerada na avaliação de um paciente com lesão aguda do joelho. A lesão ocorre quando o joelho está fletido e é forçado em valgo e rotação externa da tíbia. É mais freqüente em pacientes do sexo feminino na segunda década de vida.
1. Achados Clínicos A patela sempre se desloca lateralmente. O paciente pode informar que a patela moveu-se lateralmente ou que o resto do joelho moveu-se medialmente. Geralmente a redução ocorre logo a seguir da injúria, quando o joelho é estendido.
O exame demonstra sensibilidade no retináculo medial e tubérculo adutor, onde é a origem do ligamento patelofemural medial
O exame do joelho não lesionado é recomendado para se determinar os possíveis fatores que levaram à luxação, tais como genu recurvatum, aumento do ângulo Q, patela alta, hipermobilidade patelar.

Sintomas
  • Sensibilidade do joelho.
  • Dor de joelho, na parte frontal que piora depois de ficar sentado por muito tempo.
  • Dor de joelho que piora ao subir escadas ou ao se levantar de uma cadeira.
  • Sensação de fricção quando se estende o joelho.
Sinais e exames
O médico faz o exame físico. O joelho pode estar sensível e levemente inchada, é possível que a patela não esteja alinhada apropriadamente com a diáfise distal do fêmur (osso da coxa).
Quando o joelho se estende partindo de uma flexão completa, pode-se sentir uma sensação de fricção de baixo da patela e quando o joelho fica estendido e se comprime a patela sente-se dor.
O raio X é na maioria das vezes normal, ainda que uma vista mais criteriosa pode mostrar sinais de artrite.


GRAUS E CARACTERÍSTICAS
  • I - amolecimento da cartilagem e edemas
  • II - fragmentação de cartilagem ou fissuras com diâmetro < 1,3cm diâmetro
  • III - fragmentação ou fissuras com diâmetro > 1,3cm
  • IV - erosão ou perda completa da cartilagem articular, com exposição do osso subcondral 





Tratamento
Para aliviar a dor, pode se ter algum efeito com repouso ou com a imobilização da articulação afetada, assim como a administração de medicamentos antiinflamatórios não esteróides. A fisioterapia deve ajudar principalmente no fortalecimento do quadríceps e alongamento dos isquiotibiais. Se o problema for por encurtamento do quadríceps, essa musculatura deve ser alongada.

Deve-se limitar a prática de esportes e outras atividades extenuantes até que a dor tenha passado. Também se deve evitar as atividades que aumentam a dor no joelho, como o agachamento profundo ou o uso de salto alto.

A cirurgia é benéfica se existir desalinhamento da patela que não sejam reversíveis com a fisioterapia. A cirurgia pode ser com artroscopia (com o uso de uma câmera, permitindo uma incisão menor) ou aberta, dependendo da natureza do desalinhamento.
A acupuntura também mostra bons resultados no tratamento e no alívio da dor, mas lembre-se que é extremamente importante saber o mecanismo que causou a Condromalácia e elimina-lo, isso garantirá que o problema não volte.
Prognóstico
A condromalacia patelar geralmente melhora com a terapia e com a administração de medicamentos antiinflamatórios não esteróides. Há êxito de 90% das cirurgias, mesmo sendo poucas pessoas que realmente necessitam.
Complicações
A primeira complicação é a não eficácia do tratamento para alívio da dor.
Quando a cirurgia é necessária, algumas das complicações são:
  • Infecção.
  • Alivio da dor ineficaz.
  • Piora do quadro.
Situações que requerem assistência médica

Deve-se consultar um médico se a pessoa apresentar os sintomas da condromalacia.
Prevenção
Deve-se evitar os traumas e os esforços excessivos com o joelho. A musculatura da coxa deve ser forte e bem alongada, principalmente o quadríceps e os isquiotibiais. Deve ser evitado o uso excessivo de salto alto.

sexta-feira, 11 de março de 2011

O que é Espondilolistese e Espondilólise?

Espondilolistese é o deslizamento ("listese") de um corpo vertebral (geralmente L5) sobre o corpo situado logo abaixo dele (S1), que tem como causa uma falha dos segmentos intervertebrais, sendo eles congênitos, de origem inflamatória ou traumática. Habitualmente este deslocamento é para frente, mas pode ocorre para trás. Pode ser classificado de acordo com a sua causa:

Displásica - anomalia congênita na junção lombossacral;

Ístmica - fratura por fadiga da parte interarticular;

Degenerativa - osteoartrose degenerativa;

Traumática - traumatismo agudo;

Patológica - enfraquecimento do pars interarticularis por tumor, por osteoporose, ou doença de Paget.

De acordo com o grau de escorregamento, podemos utilizar a Classificação de Meyerdin:

• Grau I – escorregamento de 0-25%

• Grau II – escorregamento de 25-50%

• Grau III – escorregamento de 50-75%

• Grau IV – escorregamento de 75-100%


Espondilólise significa uma perda de continuidade óssea entre o processo articular inferior e o superior de uma vértebra, afetam geralmente a quinta vértebra lombar. Pode ser causada por degeneração ou desenvolvimento deficiente das suas porções articulares. Inicialmente considerada um defeito genético, hoje, acredita-se ser resultante de um trauma por esforço não reconhecido ou não tratado, sendo assim denominada, um defeito adquirido.  

Movimentos lombares repetitivos, principalmente em hiperextensão podem gerar como reação de estresse, microtraumas que podem progredir para uma fratura.



O tratamento cirúrgico para esses casos é mais complicado do que para a hérnia de disco. Na espondilólise, como se trata de uma fratura, com o tempo e o tratamento ela se consolida sozinha. Já para corrigir cirurgicamente a espondilolistese é preciso usar parafusos para fixar a vértebra.