quarta-feira, 9 de outubro de 2013

CHARNEIRA ANATÔMICA


CHARNEIRA TORACOLOMBAR T12




É um local de transição entre um segmento superior e outro inferior.
Esse local sofre tanto influências ascendentes como descendentes,sendo assim, local de fixações ou de hipermobilidade.

Essa vértebra possui duas características sendo sua parte superior torácica e sua parte inferior com características lombares,havendo assim uma maior preocupação na hora da anamnese para que escolha a técnica certa para execução  da técnica manul aplicada.

Suas facetas articulares superiores se encontram para cima,para trás e para fora, e as facetas inferiores para frente e para fora,além dessa articulação ser um ponto muito importantes, pois apresentam relações musculares,nervosas,viscerais e glandulares importantíssimas para que haja um funcionamento correto da articulação.

RELAÇÕES ANATÔMICAS DA CHANEIRA T12/L1.
Plexo solar: está localizado ao nível do diafragma, na parte posterior, são zonas de uniaão do sistema simpático e parassimpático, através de 3 gânglios:
Gânglios celíacos direito e esquerdo.
Ramos do tronco vagal posterior que contém fibras provenientes dos nervos vagos direito e esquerdo.
Raízes simpáticas : dos Plexos são os nervos esplânicos maior e menor.
Rins : estão localizados na região posterior do abdome na altura de T12. A região da charneira tóraco-lombar é quem controla inervação dos rins, intestinos , etc.
GLÂNDULAS SUPRA RENAIS:Secretam adrenalina-cortisona e estão coladas à 12ª costela e nas tranversa de T12. Então algumas ma nipulações podem inibir ou estimular as glandulas supra renais.
ARTÉRIA ABDOMINAL:Está localizada na face anterior de T12. Esse é o centro hemorrágico do corpo, com isto T12 tem um papel vascular importante.
HORMONALEsta região inerva ovário e testículos no homem, Portanto alterações nesta região podem te repercuções e alterações funcionais

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O que é Artrodese (fusão)

 A fusão é a cirurgia realizada para ajudar a reduzir as dores nas costas decorrentes de uma série de diferentes diagnósticos. Esta cirurgia é considerada depois que todas as medidas conservadoras (bloqueios, infiltraçoes, etc...) não apresentaram melhora significativa para o paciente. É uma técnica cirurgica utilizada para unir dois ou mais corpos vertebrais.
A artrodese, ou fusão espinhal, é um procedimento no qual se fusionam (juntam), duas ou mais vértebras. Na cirurgia, a artrodese, ou fusão entre duas vértebras, pode ser conseguida através da colocação de enxerto ósseo e / ou substituto de enxerto ósseo para preencher as vértebras, para que um novo osso cresça nos espaços. O uso de implantes garante que as vértebras vão manter-se juntas até que o osso cresça entre eles.
A artrodese imobiliza as articulações ao nível da fusão. Assim, o procedimento pode ser usado para tratar a dor causada pelo movimento ou instabilidade da coluna vertebral. Embora a artrodese limite a mobilidade de da coluna, a maioria dos pacientes consegue realizar todos os movimentos necessários no dia a dia.
Quando considerar a artrodese
Este tipo de cirurgia só é considerado se métodos conservadores não trazem mais o alívio esperado. A fusão da coluna vertebral pode ser feita por si só ou em combinação com a descompressão para tratar sintomas dolorosos causados pelo desalinhamento ou instabilidade das vértebras, como espondilolistese. A fusão espinhal também pode ser feita como um acompanhamento à descompressão e desbridamento procedimentos realizados para tratar a estenose do canal vertebral, hérnia de disco, lesões na coluna vertebral, infecções, tumores e deformidades.
Fisioterapia 
Para cada paciente de artrodese um tipo de fisioterapia específica,visto que cada paciente tem um tipo de sintoma diferenciado onde deve ser analisado com cautela para que não comprometa a cirurgia...

sábado, 6 de agosto de 2011

Benefícios do Pilates para gestantes e bebês



Logo de cara, a confirmação da gravidez se dá pela presença do hormônio gonadotrofina coriônica humana no exame de urina. Tem a função de suspender o fluxo menstrual e preparar as paredes do útero. Os estrogênios, ficam mais ativos para aumentar o útero e as mamas e a progesterona fica com a função de diminuir a contratibilidade do útero, daí a propensão maior dos abortos naturais no primeiro trimestre.




O bebê naturalmente se alimenta e esse alimento principal vem da glicose que fica mais disponível por conta de outro hormônio chamado somatomanotrofina coriônica humana.
De certa forma é comum as gestantes reclamarem de cansaço. Isso se deve a outra substância, a relaxina que, como o próprio nome diz produz um relaxamento geral dos tecidos e dos ligamentos.
 Por isso é necessário fazer exercícios de alongamento e de fortalecimento da musculatura, característicos do Pilates, mas com o cuidado de não ter impacto nas articulações.
Os exercícios são feitos de acordo com cada fase da gestação. Nos primeiros meses, a mãe pode fazer a maioria deles, sem limitações. Após o sexto mês, no entanto, não são mais indicadas algumas posições supinadas, que dificultam a respiração.
O método  Pilates aumenta a flexibilidade dos alunos,e isso para uma mulher grávida é fundamental porque adquire mais mobilidade nos exercícios fazendo com que o próprio corpo faça uma drenagem hídrica fisiológica  diminuindo assim a retenção de líquidos e o inchaço. “Outro fator importante é que as técnicas utilizadas também facilitam o trabalho de parto normal, já que são muito voltadas para a área pélvica, fortalecendo a musculatura do abdômen e facilitando a respiração”, explica.
Benefícios:
- Evitar as famosas dores nas costas, melhorando a postura
-Correção Postural
-Conscientização corporal
-Consciência Respiratória
- Aliviar dores e inchaços nas pernas e a fortalecê-las para que agüentem mais peso e liberem a sobrecarga na coluna

- Trabalhar os braços, importantes para cuidar do bebê, que vai ficar cada vez mais pesadinho

- Evitar a incontinência urinária por meio do trabalho do períneo

- Auxiliar a contração abdominal (o que facilita o trabalho de parto mais tarde)

- Estabilizar as articulações contra possíveis lesões

- Trabalhar a respiração, que auxilia no relaxamento do corpo entre uma contração e outra

Seu bebê também agradece
O bebê também é beneficiado quando a mãe pratica Pilates:

- Recebe endorfina, o hormônio do relaxamento, através da placenta, o que contribui para o bem-estar dele;
- Tem um crescimento adequado dentro do útero, já que a gestante controla melhor seu peso;
- Sente a tranqüilidade da mamãe, que deve estar mais disposta e com a autoestima lá em cima!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Para que serve o Método Pilates?


FOTO(Joseph Pilates)

Essa é uma pergunta inerente a qualquer curioso, todavia, nos dias de hoje tem se tornado comum com a difusão do pilates pelo mundo.
As pessoas querem saber afinal, o que é o Pilates e pra que ele serve. Quais seus diferenciais e porque escolhê-lo em detrimento a outros métodos.
No Pilates há uma preservação maior das articulações e limitações do corpo, já que o trabalho é feito em cima da resistência e com molas.

A modalidade tem sido intitulada com a mais completa da atualidade, pois além de todos esses cuidados, dispensados por um profissional que fica ao seu lado todo o tempo; o Pilates busca trabalhar a maior quantidade de músculos possível, nas aulas.
 Os relatos sobre as transformações no corpo são unânimes.
A preocupação dos instrutores com a postura, respiração e contração abdominal são constantes.

Joseph acreditava que o abdômen é nosso centro de força corporal e com essa musculatura fortalecida é possível realizar com mais facilidade uma série de movimentos e posturas.

Segundo ele, com 10 sessões já se pode sentir as diferenças no corpo, e com 20 já se pode perceber.
Prevenindo o Envelhecimento e a Osteoporose

O envelhecimento celular acontece em função de vários fatores, resumidamente pela diminuição drástica da reposição celular.

Porém alguns destes fatores são vistos e sentidos com mais intensidade pelas pessoas, por ocasionarem fraqueza e fragilidade física e emocional.

Dentre eles, podemos citar a absorção óssea; a diminuição da produção de ácido hialurônico; responsável pela hidratação da pele, e a nutrição muscular.

Estes três vão ocasionar principalmente a hipotrofia muscular, a sensação de estar “murchando” e fraqueza da pele, ossos e músculos.
A atividade física retarda ou alivia esses efeitos.

A Osteoporose é uma doença silenciosa, responsável pelo enfraquecimento dos ossos depois dos 50 anos de idade.

A doença surge quando menos se espera e, no caso das mulheres, atinge seu período mais intenso após a menopausa.

O risco de uma fratura é maior quando o músculo está enfraquecido pela falta de exercícios, pois o mesmo não consegue sustentar a estrutura óssea com a mesma eficácia.

Se o problema estiver num grau elevado são necessários tratamento e acompanhamento médico.
Os exercícios mais indicado para quem tem Osteoporose são os de baixo impacto e com movimentos lentos.
Essa é exatamente a característica do Pilates.

O Pilates proporciona uma enorme variedade de benefícios que são considerados essenciais, dentre eles:
* condicionamento físico;
* fortalecimento dos mm. Abdominais mais profundos;
* desenvolvimento muscular em geral num curto tempo e de forma equilibrada,
* melhora a resistência;
* flexibilidade;
* postura do praticante;
* além do sexo, que ao trabalhar a musculatura pélvica, dá um maior controle da área, o que proporciona o aumento do prazer sexual.






Para os esportistas, a vantagem está na prevenção de lesões:
* Criar a força do núcleo para uma maior eficiência e durabilidade;
* Criar músculos longos e resistentes sem volume adicional;
* Aumentar a flexibilidade e a amplitude de movimento;
* Restaurar a postura natural e o alinhamento do corpo;
* Melhorar a estabilidade e o equilíbrio;
* Corrigir os desequilíbrios do corpo reduzindo o risco de lesão;
* Aumentar a resistência através de técnicas de respiração correta;
* Fortalecer e alongar a musculatura do abdômen que, mais alongada melhora o controle do corpo.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Lesão meniscal


Lesão meniscal
As lesões meniscais são a principal causa de indicação de videoartroscopia do joelho. O menisco medial é mais frequentemente lesionado do que o menisco lateral porque o menisco medial é firmemente aderido em toda a periferia da cápsula articular do joelho, ao invéz disto o menisco lateral é mais móvel, menos aderido.
As lesões dos meniscos são raras na infância, podem ocorrer na fase final da adolescência, e são mais frequêntes na terceira e quarta década de vida. Após os cinquenta anos, as lesões dos meniscos são geralmente são resultado de artrose da articulação.
Sintomas
Os sintomas de uma lesão do menisco são dor ao movimento rotacional, sensação de bloqueio na articulação,  inchaço. No exame médico apresenta dor na palpação da linha da articulação e sensibilidade quando é realizada a flexão com rotação do joelho.
Tratamento e prognóstico
Lesões pequenas, estáveis e assintomáticas não necessitam de tratamento cirúrgico. As lesões que causam sintomas persistentes podem ser tratadas por artroscopia. O objetivo no tratamento cirúrgico é ressecar a porção lesionada ou realizar a sutura quando possível.
Nas lesões da região dos dois terços mais centrais dos meniscos ( região sem vascularização) necessitam de ressecção. Após o procedimento o retorno  completo as atividades  deve ocorrer em 6 semanas.
Já as lesões periféricas podem cicatrizar espontaneamente ou através de sutura.
Lesão meniscal

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Tendinite/Tenossinovite

Tendinite é a inflamação dos tendões causada por fatores mecânicos ou químicos. O primeiro caso decorre de sobrecarga, esforços prolongados e repetitivos, já o segundo ocorre por desidratação,alimentação incorreta e presença de toxinas no organismo. Tendões são fibras de tecidos de conexão resistentes que ligam o músculo ao osso. 

A inflamação se manifesta primeiramente com dores, associada muitas vezes à incapacidade de realizar alguns movimentos, como subir ou descer escadas, caminhar, dobrar os joelhos, entre outros. A tendinite pode ser manifesta em alguns momentos de trabalho realizados de forma rápida, sem ter feito um aquecimento necessário. A doença pode ser confundida com artrite reumatóide, lesão por movimentos repetitivos. 
O tratamento consiste no uso de intiinflamatórios. O repouso e a fisioterapia são essenciais. Recomenda-se aplicar bolsas de gelo. Caso a pessoa não trate a doença de forma adequada poderá sofrer uma ruptura do tendão. 
Algumas medidas de prevenção incluem a realização de pausas freqüentes no trabalho e a variação de movimentos realizados.



A Tenossinovite é a inflamação do tendão de um músculo e da bainha sinovial que o envolve. Esta inflamação pode ter uma evolução aguda ou crónica, assumir uma forma serosa ou purulenta e ser específica ou inespecífica.
A tenossinovite aguda é provocada por germes piogénicos que atingem a bainha tendinosa por contiguidade (feridas infectadas, furúnculos, osteomielites), ou por via sanguínea, na sequência de um processo infeccioso geral.
Habitualmente são atingidos os tendões das mãos e dos pés, em virtude do seu trajecto superficial; o processo infeccioso provoca dores vivas espontâneas, que se exacerbam com o movimento, acompanhadas de tumefacção evidente com trajecto longitudinal, impotência funcional tendinosa e, eventualmente, crepitação característica ao longo do tendão durante os movimentos.
Nas formas agudas mais graves, o espaço entre o tendão e a sua bainha é ocupado pelo pus que se vai acumulando e o próprio tendão entre rapidamente em necrose.
Um tenossinovite mal tratada pode evoluir para a forma crónica, embora seja mais frequente a ocorrência de uma tenossinovite crónica desde o início, secundária a um processo poliartrítico da articulação vizinha, ou a outras causas mal determinadas.
As formas específicas de tenossinovite podem etiologia tuberculosa ou sifilítica. Conforme a evolução, recorrer-se-à ao tratamento com base de antibióticos e imobilização do tendão atingido, ou para uma incisão precoce da bainha tendinosa, de modo a permitir a drenagem do pus aí colectado, sempre sob cobertura antibiótica, ou a outra terapêutica específica.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

BURSITE

A bursa é uma pequena bolsa com as laterais sobrepostas e com uma pequena quantidade de líquido no seu interior,afim de facilitar a movimentação de músculos e tendões sobre as preeminências ósseas
Localização
A Bursa está localizada sobre ligamentos e tendões ao redor das articulações. Temos Bursa nos Ombros, Cotovelos, quadril, Joelho, tornozelo, etc. Somente para citar os  locais mais acometidos.

Função
R. A bursa tem por finalidade diminuir o atrito entre as partes móveis do organismo. Imagine uma tecido de cetim, a bursa é semelhante, muito escorregadia.
A diferença é que entre os folhetos da bursa existe uma lamina muito fina de líquido que tem a função justamente de diminuir o atrito entre as camadas da bursa.

Causa da Bursite
Traumatismos locais (agudos ou crônicos) ou micro traumas de repetições podem levar a uma inflamação nessa região e a bursa responde a esse trauma produzindo mais liquido. Quando a bursa fica cheia de liquido ela doi e dizemos que o paciente está com BURSITE.

Bursite Crônica
O bursite de longa data é chamada de bursite crônica. A diferença entre a bursite crônica e a bursite aguda é que na bursite aguda encontramos normalmente uma maior quantidade de liquido dentro da bursa. Na bursite crónica além de liquido (pequena quantidade) observamos um espessamento nas paredes da bursa. Na bursite crônica a paredes da bursa perdem parte da sua capacidade de diminuir o atrito entre as partes móveis do organismo e pode surgir a crepitação.


Sintomas
Os sintomas mais comuns da bursite são:
* Dor;
* Edema (inchaço);
* Inflamação;
* Restrição de movimento



terça-feira, 5 de abril de 2011

Crioterapia

crioterapia, ou terapia do gelo, ou ainda a utilização do gelo nas lesões é bastante adotada nas afecções traumáticas, principalmente nas lesões músculo-esquelético. Ela pode ser chamada de uma modalidade terapêutica, já que é muito utilizada nas reabilitações e na MEDICINA ESPORTIVA.

“terapia com gelo” tem como objetivo reduzir a dor, o espasmo muscular, o fluxo sanguíneo local e regional, diminuir o metabolismo, causar uma hipóxia secundária, diminuir o processo inflamatório, e reduzir edemas, dentre outros. O emprego do gelo nas lesões é muito antigo. Dizem que, antes de Cristo, o gelo já era utilizado para “analgesia”.

Mas o que significa crioterapia?

Literalmente significa "terapia com frio", isto é, aplicação terapêutica de qualquer substância no corpo, que remova o calor corporal, diminuindo a temperatura dos tecidos. Sendo assim, todas as técnicas que fazem uso do gelo, tais como: massagem com gelo, crioalongamento, colocação de gelo nas lesões traumáticas e atraumáticas, são chamadas de crioterapia.
Se o gelo for utilizado de forma incorreta, sem o devido conhecimento de seus fenômenos neurofisiológicos, musculares e vasculares, poderá ter conseqüências indesejáveis no tratamento.
Sabe-se, que para a modulação da intensidade da corrente elétrica, no caso da eletroterapia, ou da intensidade do calor, na termoterapia, temos que ter a sensibilidade cutânea preservada, para que haja um "feedback" sobre o estímulo que está sendo recebido, ou seja, se o que o atleta está sentindo é "forte, fraco ou suportável".
Segundo G. A. CARVALHO, num trabalho publicado na Revista Brasileira da Ciência e Movimento:
As formas de aplicação da crioterapia mais utilizadas em sua prática diária com atletas profissionais ou amadores, ou mesmo com os chamados "atletas de fim de semana" são: aplicação direta de bolsa de gelo ou gel, massagem com gelo, imersão em água gelada, compressão associada ao gelo e aerosol refrescante.
Atualmente, na busca do retorno do atleta à atividade, em menor prazo de tempo possível e em perfeitas condições físicas, adotou-se o uso de terapias combinadas para o tratamento das lesões agudas e crônicas. Essas terapias têm como objetivos potencializar os resultados dos estímulos físicos sobre os tecidos ao mesmo tempo em que associam diferentes recursos fisioterapêuticos: crioterapia, termoterapia e a eletroterapia.

           QUANDO UTILIZO CALOR OU FRIO?


Esta é outra dúvida. Sou muito questionado na prática clínica diária com essas perguntas:
  • Posso utilizar calor assim que ocorre uma lesão?
  • Posso utilizar calor e depois bolsa fria quando torço o tornozelo?
  • Quando recebo uma pancada jogando futebol posso colocar bolsa de água quente?
  • Quando acabo meu treino de corrida, tenho algumas dores musculares. Posso usar gelo ou bolsa de água quente?
Essas questões são extremamente constantes no meu dia-a-dia profissional e as respostas às mesmas são de fundamental importância para o êxito no tratamento.
A aplicação do calor, ou do frio, é um recurso valioso na prática da fisioterapia. As terapias usando o calor(termoterapia) e usando o frio (crioterapia) não levam à cura de nenhuma enfermidade, porém são instrumentos importantes que auxiliam no tratamento de várias patologias ortopédicas e neurológicas. São recursos sintomáticos que, quando aplicados adequadamente, reduzem o espasmo muscular e a sintomatologia dolorosa, preparando a região afetada para a aplicação das técnicas terapêuticas.

UTILIZAÇÃO DO CALOR:
  Alivia a dor;
  Aumenta a flexibilidade dos tecidos músculo-tendíneos;
  Diminui a rigidez das articulações;
  Melhora o espasmo muscular;
  Melhora a circulação.

A aplicação do calor promove alteração das propriedades físicas dos tecidos, que compõem os tendões, cápsulas articulares e cicatrizes, melhorando suas respostas ao alongamento.

Contraindicação: Não aquecer regiões do corpo que estiverem anestesiadas, edemaciadas, inflamadas, feridas com sangramento, em áreas onde haja tumores, sobre os testículos, sobre o abdômen de gestantes ou em áreas do corpo de pessoas em estado de inconsciencia.
UTILIZAÇÃO DO GELO: CRIOTERAPIA
  Diminui o espasmo muscular;
  Alivia a dor;
  Nos traumatismos (entorses, contusões, distensões musculares, etc.), previne o edema e diminui as reações inflamatórias;
  A quantidade de aplicação depende da lesão e do grau da mesma.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O AVC resulta da restrição de irrigação sanguínea ao cérebro, causando lesão celular e danos nas funções neurológicas.

As causas mais comuns são os trombos, o embolismo e a hemorragia.

Apresenta-se como a 2ª causa de morte no mundo. O AVC é a principal causa de incapacidade neurológica dependente de cuidados de reabilitação e a sua incidência está relacionada com a idade.

Irão ser focados aspectos relativos da patologia, tais como, epidemiologia, causas de AVC, factores de risco, fisiopatologia, tipos de AVC, manifestações clínicas, complicações…


Definição
A definição de Acidente Vascular Cerebral (AVC) do Dicionário Médico é uma manifestação, muitas vezes súbita, de insuficiência vascular do cérebro de origem arterial: espasmo, isquemia, hemorragia, trombose (Manuila, Lewalle e Nicoulin, 2003).

Acidente Vascular Cerebral é um derrame resultante da falta ou restrição de irrigação sanguínea ao cérebro, que pode provocar lesão celular e alterações nas funções neurológicas. As manifestações clínicas subjacentes a esta condição incluem alterações das funções motora, sensitiva, mental, perceptiva, da linguagem, embora o quadro neurológico destas alterações possa variar muito em função do local e extensão exacta da lesão (Sullivan, 1993).
Epidemiologia
O AVC é uma ameaça à qualidade de vida na velhice não só pela sua elevada incidência e mortalidade, mas também pela alta morbilidade que causa, implantando-se frequentemente em pessoas já com problemas físicos e/ou mentais (Resck, Botelho, Herculano, Namorato, Freire, 2004; William Pryse-Phillips, 1995). Também afecta na sua maioria aos idosos, mas existe uma percentagem de 20% dos AVC’s que ocorre em indivíduos abaixo dos 65 anos. É uma patologia que atinge mais a raça negra, especialmente a faixa etária mais jovem (Sullivan, 1993).

quinta-feira, 31 de março de 2011

Esporão de Calcâneo

Os esporões do calcanhar (ou do calcâneo) são excrescências ósseas no calcanhar que podem ser consequência de uma tensão excessiva do osso do calcanhar por parte dos tendões ou da fascia (o tecido conjuntivo que adere ao osso).
A dor na parte inferior do calcanhar pode ser causada por um esporão. O pé plano e as perturbações em que a contractura do tendão do calcanhar é permanente como a pronação excessiva, podem esticar excessivamente a fascia, aumentando o risco do crescimento de esporões.
Os esporões do calcanhar são quase sempre dolorosos enquanto se desenvolvem, especialmente quando a pessoa está a andar. Por vezes, desenvolve-se uma pequena acumulação de líquido (bolsa) por baixo do esporão, a qual se inflama. Esta afeção, chamada bursite calcânea inferior, costuma fazer com que a dor se torne pulsátil, e também pode aparecer sem que exista esporão. Por vezes o pé adapta-se ao esporão de tal modo que a dor diminui à medida que o esporão cresce. Por outro lado, um esporão indolor pode transformar-se em doloroso em consequência de uma pequena lesão na zona, como pode acontecer durante o exercício.
Habitualmente, os esporões costumam ser diagnosticados durante um exame físico. A pressão sobre o centro do calcanhar causa dor se o esporão estiver presente. Podem-se fazer radiografias para confirmar o diagnóstico, mas estas podem não detectar os esporões em formação.
O tratamento tem como objetivo aliviar a dor. Uma mistura de corticosteróides com um anestésico local pode ser injetada dentro da zona dorida do calcanhar. Envolver o arco com almofadas e usar elementos ortopédicos (palmilhas para o calçado) que ajudem a estabilizar o calcanhar, podem minimizar o estiramento da fascia e reduzir a dor. A maior parte dos esporões dolorosos resolvem-se sem intervenções cirúrgicas. Só se deve realizar uma intervenção cirúrgica para extrair o esporão quando a dor constante dificultar a marcha. Contudo, os resultados não são previsíveis e, por vezes, a dor persiste depois da operação.